Diferença nos princípios fundamentais
O compressor de parafuso de alta pressão utiliza a tecnologia de lubrificação por água, injetando diretamente água pura na câmara de compressão como meio de lubrificação, resfriamento e vedação, evitando completamente a participação do óleo lubrificante no processo de compressão. Já o compressor de parafuso de alta pressão isento de óleo, embora não recorra à lubrificação por óleo, conta com rotores dotados de revestimentos especiais, controle de folga radial de alta precisão e projeto para operação a seco, valendo‑se do ar ou de gases inertes para garantir a vedação sem contato e a dissipação de calor.
Mecanismo de Garantia da Qualidade do Ar
O ar comprimido produzido pelo compressor de parafuso lubrificado a água é naturalmente isento de óleo, e a qualidade da água, após filtragem em múltiplos estágios, atende à norma ISO 8573-1. Class 0 Padrão “zero óleo”; já os compressores de parafuso isentos de óleo, mediante rigorosa seleção de materiais e controle do processo, garantem que a câmara de compressão permaneça totalmente livre de contato com óleo, atingindo igualmente a classe 0, mas com requisitos mais exigentes quanto à filtragem da ar de admissão e à limpeza interna.
Pressão de aplicação e características das condições de operação
Ambos os tipos de equipamentos são adequados para aplicações com compressores de ar de alta pressão, sendo que a faixa típica de pressão de descarga varia entre 7– 40 bar. Os modelos lubrificados a água, na faixa de média e alta pressão (10–25 bar) Apresenta maior eficiência energética e suas características de resfriamento a água favorecem a estabilidade da elevação de temperatura; os modelos isentos de óleo em altas pressões (> 30 bar) e apresenta desempenho de confiabilidade a longo prazo ainda mais destacado em condições de partida e parada frequentes e em ambientes de alta temperatura.
Foco na manutenção e na operação
O sistema de lubrificação a água requer monitoramento periódico da condutividade da água, substituição dos filtros e dos componentes de drenagem, a fim de prevenir a formação de incrustações ou o desenvolvimento de microrganismos; já os modelos isentos de óleo enfatizam a verificação das folgas do rotor, a gestão da vida útil dos rolamentos e a avaliação do estado das vedações, além de impor requisitos mais rigorosos quanto à base de instalação e ao controle de vibrações.