Conclusão principal: não existe um valor fixo e unificado
A pressão estática máxima admissível na tubulação de descarga do compressor de ar não pode ser determinada diretamente por um valor genérico. Ela depende do material do tubo, da espessura da parede, do diâmetro do tubo, do tipo de conexão, da temperatura de operação, do estado de corrosão, bem como da capacidade de resistência à pressão das válvulas, dos conectores, das mangueiras, dos reservatórios de ar e dos equipamentos de pós‑tratamento. Na prática, deve‑se considerar, no sistema,Pressão mínima de operação permitidaOs componentes sujeitos a pressão constituem a base de limitação.
Critério de determinação da pressão estática máxima admissível
- Pressão de descarga nominal do compressor:Trata-se de uma referência importante para o controle da pressão do sistema, mas não pode ser considerada isoladamente como o limite da tubulação.
- Pressão de projeto do duto:Os tubos e os acessórios devem apresentar uma pressão de projeto ou uma pressão de operação admissível claramente definidas, levando-se em conta as correções de temperatura e a margem para corrosão.
- Pressão nominal do acessório:A pressão nominal dos acessórios, como flanges, válvulas, conexões de troca rápida, mangueiras, filtros, secadores, entre outros, não deve ser inferior à exigência do sistema.
- Dispositivo de proteção de segurança:As configurações da válvula de segurança, do interruptor de pressão e dos dispositivos de alívio de pressão devem estar em conformidade com a capacidade de resistência à pressão do sistema, a fim de evitar operação sob pressão excessiva.
Relação entre a pressão estática e a pressão suportada pelo tubo de exaustão
A pressão estática é a pressão exercida pelo ar comprimido sobre as paredes internas da tubulação. Em regime de operação estável, a tubulação de exaustão suporta principalmente a pressão estática interna; porém, durante as partidas e paradas do compressor, as operações de carga e descarga, bem como as comutações de válvulas, podem ocorrer flutuações de pressão, vibrações e choques. Assim, ao avaliar a pressão estática máxima admissível, não se deve considerar apenas o valor instantâneo indicado pelo manômetro; é necessário levar em conta a resistência da tubulação, a confiabilidade da vedação e os efeitos da fadiga ao longo do tempo.
Equívocos comuns
- Avalie a viabilidade do tubo de exaustão apenas com base na pressão indicada na placa de identificação do compressor.
- Desconsidere a redução da capacidade de pressão de mangueiras, conexões e trechos antigos de tubulação.
- Considerar a pressão de ensaio como a pressão de trabalho admissível a longo prazo.
- Aumentar diretamente a pressão de ajuste do sistema sem verificação prévia.
Etapas de confirmação no local
- Verificar os dados de projeto do compressor, do reservatório de ar, do secador, dos filtros e das tubulações.
- Confirmar a pressão de operação admissível dos componentes do sistema com menor resistência à pressão.
- Verificar a espessura da parede dos tubos, a corrosão, as deformações, os vazamentos e as condições de suporte.
- Verificar se as faixas de ajuste da válvula de segurança e dos dispositivos de proteção contra pressão são adequadas.
- Quando necessário, a avaliação deverá ser realizada por técnico com experiência em tubulações sob pressão ou em sistemas de ar comprimido.
Se não for possível obter os parâmetros de projeto originais, não é recomendável estimar diretamente a pressão estática máxima admissível. Uma abordagem mais segura consiste em realizar a verificação dos dados, ensaios no local e a verificação da resistência, determinando a pressão do sistema apenas após a confirmação da margem de segurança.
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