Introdução: A importância do ar comprimido de qualidade alimentar
Nos processos de transformação, embalagem e fermentação de alimentos, o ar comprimido é frequentemente utilizado como fonte de energia ou entra em contato direto com os produtos. Caso o ar comprimido contenha óleo, umidade, partículas sólidas ou microrganismos, isso poderá provocar diretamente a contaminação dos alimentos. Por conseguinte, assegurar que a qualidade do ar comprimido esteja em conformidade com as normas nacionais pertinentes constitui a base da produção adequada nas empresas do setor alimentício.
Requisitos dos padrões e normas nacionais centrais
Atualmente, no nosso país, os requisitos relativos à qualidade do ar comprimido em contato direto com alimentos estão principalmente estabelecidos nas seguintes normas básicas e regulamentos sanitários:
- GB 14881 Norma Nacional de Segurança Alimentar – Regras Gerais de Higiene para a Produção de Alimentos: A presente norma estabelece claramente que o ar comprimido e outros gases em contato direto com os alimentos devem apresentar qualidade compatível com os requisitos de segurança alimentar correspondentes, não podendo causar contaminação dos alimentos.
- GB/T 13277 Série de normas “Ar comprimido”: Esta norma estabelece, de forma detalhada, os níveis de purificação relativos às partículas sólidas, à umidade e ao teor total de óleo no ar comprimido. No setor alimentício, é geralmente exigido que se atinjam os níveis mais elevados ou o nível imediatamente inferior a esse, a fim de garantir a pureza do gás.
Indicadores-chave de qualidade do ar comprimido de grau alimentício
De acordo com os critérios acima, o ar comprimido em contato direto com alimentos deve ser submetido a um controle rigoroso nas três dimensões‑chave a seguir:
- Controle do teor de óleo: O ar comprimido de qualidade alimentar deve atender ao padrão livre de óleo. Nas classes de purificação pertinentes, isso geralmente implica que o teor total de óleo deve alcançar a classe mais elevada, ou seja, o seu conteúdo deve ser rigorosamente controlado em valores extremamente baixos, ou até inferiores, eliminando completamente a contaminação dos alimentos por gotículas de óleo.
- Umidade e ponto de orvalho de pressãoA umidade presente no ar comprimido pode causar corrosão nas tubulações e favorecer o desenvolvimento de microrganismos. As normas exigem que o ponto de orvalho à pressão do ar seja inferior à temperatura mínima do ambiente de utilização; normalmente, é necessário instalar um secador por adsorção para reduzir significativamente o ponto de orvalho à pressão, garantindo que não haja condensação de água livre no ar.
- Partículas sólidas e microrganismosAs partículas de poeira e as bactérias presentes no ar devem ser removidas por meio de múltiplos estágios de filtragem de alta precisão. Em geral, exige-se que as partículas sólidas sejam retidas com um limite da ordem de micrômetros. Para cenários em que o ar é direcionado diretamente sobre os alimentos, é ainda necessário instalar, na etapa final, um filtro de nível bactericida, garantindo que os parâmetros microbiológicos estejam em conformidade com os requisitos de segurança alimentar.
Seleção e configuração do sistema de compressores de ar para o setor alimentício
Para atender às rigorosas exigências das normas nacionais, o dimensionamento do compressor de ar e o sistema de pós-tratamento na indústria alimentícia devem ser projetados de forma específica:
- Desoleificação na fonte: Recomenda-se o uso de um compressor de ar isento de óleo, a fim de eliminar, na fonte, a possibilidade de contaminação do sistema de ar comprimido por lubrificantes.
- Sistema de pós-processamento aperfeiçoadoMesmo com o uso de um compressor de ar isento de óleo, os vapores de óleo presentes no ar ambiente ainda são aspirados e comprimidos. Por conseguinte, o sistema deve ser equipado com um filtro preliminar, um filtro eficiente de remoção de óleo, um filtro de carvão ativado e um secador por adsorção, formando uma cadeia completa de purificação.
- Material da tubulação e filtragem de terminaçãoAs tubulações de transporte devem ser fabricadas com materiais anticorrosivos, como aço inoxidável, para evitar a contaminação secundária. Antes do ponto de utilização do gás, é obrigatório instalar um filtro esterilizante de grau alimentício, que funcionará como uma barreira de proteção da segurança dos alimentos.
Monitoramento diário e gestão de manutenção
O cumprimento dos padrões não depende apenas da configuração do equipamento, mas exige também um rigoroso sistema de gestão. As empresas devem realizar, com periodicidade, a verificação, por meio de instrumentos especializados, do teor de óleo, do ponto de orvalho e da granulometria do ar comprimido, bem como manter um registro detalhado da manutenção dos equipamentos. É necessário substituir regularmente os elementos filtrantes e os dessecantes, assegurando que o sistema de purificação opere sempre com elevada eficiência e atenda, de forma contínua, aos exigentes requisitos da norma nacional chinesa para ar comprimido de qualidade alimentar.